Com novo presidente, projeto de privatização do Banco do Brasil está cancelado - Caarapó Online

Caarapó - MS, quarta-feira, 30 de setembro de 2020


Com novo presidente, projeto de privatização do Banco do Brasil está cancelado

Com passagem pelo HSBC, André Brandão só deve assumir gestão de fato em um mês

Publicado em: 03/08/2020 às 07h04

Agência Brasil

Deve ser anunciado nesta segunda-feira (03.08) o nome de André Brandão como novo presidente do Banco do Brasil. Com isso, o plano de privatização da estatal, segundo a CNN Brasil, será adiado. A equipe econômica deixou a ideia de lado, na expectativa de uma eventual reeleição do presidente da República, Jair Bolsonaro.


Pelas estimativas do governo, Brandão só deve de fato começar a despachar em cerca de um mês. Só haverá anúncio se antes o HSBC divulgar um comunicado oficial, de desvinculação de Brandão. Ele foi presidente do HSBC Brasil e hoje é diretor de Global Banking e Markets.


Após o anúncio oficial, formalmente Brandão ainda terá que passar pelo crivo do conselho de administração do Banco do Brasil. Ele também fará mudança de vida dos Estados Unidos para o Brasil, com a família.

“Se fosse [banco] privado, nomearia em 24 horas. Sendo público, passa pelo presidente, tem todo ritual, trâmites políticos”, afirmou à CNN uma fonte muito próxima do ministro da Economia.


Paulo Guedes, ao falar da natureza jurídica do Banco do Brasil, costuma dizer que "não é tatu, nem cobra", por se tratar de uma empresa de economia mista, uma combinação entre público e privado, o que criou empecilhos ao discurso privatizante do então presidente Rubem Novaes.


Paulo Guedes não abriu mão de privatizar o Banco do Brasil mas, com a saída de Rubem Novaes, decidiu reposicionar a gestão e colocar alguém com experiência no comando de banco. “Brandão veio para 'banquerar', é discreto, técnico, competente e apolítico, o que é o melhor”, disse a mesma fonte.

Logo que a saída de Rubem Novaes do cargo foi anunciada, o clima pesou dentro do banco porque funcionários levantaram a possibilidade de que haveria indicação política, relacionada ao Centrão. Vários nomes circularam nos últimos dias. Mas a escolha de uma pessoa de fora, na visão da equipe econômica, mostra que não houve interferência política.

O ministro Paulo Guedes apresentou o nome de Brandão ao presidente Jair Bolsonaro. O ministro afirmou a Bolsonaro ser uma indicação vinda de outro técnico do governo, o presidente do Banco Central do Brasil (BCB), Roberto Campos Neto.