Em 19 meses, deputados federais usaram R$ 670,6 mil em divulgação - Caarapó Online

Caarapó - MS, quinta-feira, 1 de outubro de 2020


Em 19 meses, deputados federais usaram R$ 670,6 mil em divulgação

Conforme o Portal da Transparência, dinheiro utilizado está dentro da cota parlamentar

Publicado em: 13/08/2020 às 06h48

Yarima Mecchi

Com pouco mais de um ano e meio de mandato, entre janeiro de 2019 e julho de 2020, os oito deputados da bancada de Mato Grosso do Sul em Brasília utilizaram R$ 670.617,51 na divulgação dos mandatos. Nos primeiros sete meses deste ano, foram R$ 256.006,51 da cota parlamentar destinados para esta finalidade. Apesar do alto valor utilizado, ele ainda é menor que o mesmo período do ano passado, quando foram gastos R$ 414.611,00.

Em todo ano de 2019, foram R$ 724.481,26. Conforme levantamento feito, dos oito deputados federais, o que mais utilizou a verba para esta finalidade, pelo segundo ano consecutivo, foi Vander Loubet (PT). Segundo levantamento feito no Portal da Transparência da Câmara dos Deputados, o parlamentar petista utilizou, nos sete primeiros meses de 2020, R$ 100.600,00 na divulgação de seu mandato.

Seguido de Vander está a tucana Bia Cavassa, que usou R$ 79.700,00, e em terceiro lugar como o que mais utilizou a verba pública para esta finalidade, está Beto Pereira, correligionário de Bia Cavassa, com R$ 36.530,00. Representante do PSD, Fábio Trad está no quarto lugar da lista que contém os oito deputados. Ele utilizou R$ 12.900,00 na divulgação do mandato.

Parlamentar mais votada da bancada, Rose Modesto (PSDB) vem em quinto lugar, com R$ 11.000,00; Luiz Ovando gastou R$ 10.809,00; Dagoberto Nogueira (PDT) utilizou R$ 4.466,84; e Loester Trutis não gastou nada com divulgação, apesar de ter consumido R$ 222.751,35 da cota parlamentar com outros serviços.

O dinheiro destinado para a divulgação de atividade parlamentar está incluso nos R$ 40.542,84 mensais que cada deputado recebe para cobrir despesas de vários tipos, como: passagens aéreas; telefones dos gabinetes, dos escritórios nos estados e dos imóveis funcionais; despesas com o celular funcional; serviços postais, exceto selos; manutenção de escritórios e apoio à atividade parlamentar, como locação de imóveis, energia elétrica, água e esgoto, acesso à internet, entre outros.

Além disso, alimentação; hospedagem, exceto no Distrito Federal; despesas com locomoção, como aeronaves, veículos automotores (permitida contratação de seguro), embarcações, serviços de táxi, pedágio, estacionamento, passagens terrestres, marítimas ou fluviais, combustíveis e lubrificantes; consultorias e trabalhos técnicos de apoio ao exercício parlamentar, entre outros gastos. As contas devem ser de comprovada responsabilidade do parlamentar.

Em 2019, Vander Loubet também foi o campeão, com um total de R$ 224.996,00 utilizados para divulgação. Os gastos com divulgação dos outros deputados em 2019 foram: Fábio Trad, R$145.360,00; Beto Pereira, R$ 125.280,00; Bia Cavassa, R$ 121.400,00; Rose Modesto, R$ 61.100,00; Luiz Ovando, R$ 25.050,00; Dagoberto Nogueira, R$17.295,26; e Loester Trutis, apenas R$ 3 mil reais.

O site da Câmara dos Deputados destaca que os parlamentares têm 90 dias para apresentar os comprovantes dos valores utilizados. “Os valores das notas fiscais apresentadas dentro desse prazo são debitados da cota do mês a que a despesa se refere. Desta maneira, antes de transcorridos os 90 dias, não é correto afirmar o total gasto por um parlamentar”, ressalta a Casa de Leis.

O dinheiro da cota parlamentar está à parte do salário de R$ 33.763,00 dos deputados e da verba de gabinete de R$111.675,59, que é usada para pagar os salários de até 25 secretários parlamentares que trabalham em Brasília (DF) ou em outros estados, que o parlamentar entender ser necessário para seu mandato.