Corinthians é líder após cinco rodadas, e Brasileiro não será triangular - Caarapó Online

CAARAPÓ - MS, domingo, 3 de julho de 2022


Corinthians é líder após cinco rodadas, e Brasileiro não será triangular

Veja a seguir os comentários do PVC

Publicado em: 13/05/2022 às 08h41

Paulo Vinícius Coelho

O empate com o Bragantino levou o Atlético-MG a 9 pontos perdidos, dos 18 que disputou no Brasileiro. O Palmeiras já desperdiçou o mesmo número e o Flamengo já deixou 10 pontos pelo caminho, de 15 disputados. Nos 16 Brasileiros por pontos corridos com 20 clubes, só o Flamengo (2020) foi campeão perdendo dez pontos nos cinco primeiros jogos, e o São Paulo (2008), depois de desperdiçar 9 dos primeiros 15 pontos.

O campeão ainda pode ser um dos três gigantes, mas o início do Campeonato Brasileiro deixa mais uma vez a certeza de que ainda existe um grande patrimônio de vencedores neste campeonato: a imprevisibilidade. Não vai ser um triangular. Pelo menos, não parece neste momento.

O Corinthians é o líder depois de cinco rodadas. Verdade que, nestes campeonatos de 38 rodadas, apenas um campeão estava em primeiro lugar em seu quinto jogo. Justamente o Corinthians, em 2017, aquele apontado como quarta força do Paulista no início do ano. Aproveitou a instabilidade dos que pareciam mais fortes. Quando tentaram a recuperação, o Corinthians já tinha disparado com o melhor primeiro turno da história, 47 pontos conquistados.

Se o campeonato Brasileiro deste ano parecia um triangular, seria este Corinthians é a quarta força? Neste momento, é a primeira. Vítor Pereira foi tratado por Jorge Jesus como o melhor treinador português entre os que estão no Brasil, em sua cínica conversa na sala de estar de Kleber Leite. Abel Ferreira realiza o melhor trabalho, por ora. Vítor Pereira roda o elenco e os sistemas táticos.

Contra o Fortaleza, iniciou com três atacantes e linha defensiva de quatro homens. Mudou para três zagueiros, com a sanfona que Antonio Conte usava no Chelsea, campeão inglês de 2017. Quando tinha a bola, construía o jogo num 3-4-2-1. Sem ela, recuava num 5-4-1.

O segredo desse sistema é a rapidez nas transições. Se não é muito ágil para subir ao ataque, o time fica preso na defesa, apenas atraindo o adversário. Foi o risco que correu contra o Bragantino. Ficou muito defensivo. Contra a Portuguesa-RJ, começou o jogo assim. Fábio Santos como terceiro zagueiro, Mosquito e Piton como alas, Adson, Giuliano e Júnior Moraes no ataque. Deu certo.

Não dá para saber se o Corinthians se juntará a Palmeiras, Flamengo e Atlético como candidato ao título. Também é precoce dizer que só um desses quatro brigará pelo troféu. O Brasileiro provoca surpresas, e essa é sua maior riqueza. Mesmo causada pela coleção de pegadinhas a cada temporada.

Obstáculos como as convocações que tirarão Danilo e Weverton do Palmeiras e Arana do Atlético-MG, o acúmulo de jogos que fará os gigantes do Brasil entrarem em campo até 82 vezes, enquanto o Liverpool, recordista da Europa, completará 62 partidas na final da Champions League.

Vinte jogos se jogam em três meses, na Europa. Ou seja, é como se o calendário brasileiro tivesse 15 meses de futebol. Em parte, é por essa razão a instabilidade dos mais fortes e mais ricos. O maior inimigo do Palmeiras é a maratona. Abel Ferreira diz que vai testar seus jogadores até o limite. Um dos grandes rivais do Atlético são as viagens.

O maior adversário do Flamengo é o próprio Flamengo. Basta lembrar que Jorge Jesus se tornou o Judas de Paulo Sousa dentro da casa de um ex-presidente rubro-negro. Na Inglaterra, o campeão será o Liverpool ou o Manchester City. Na Espanha, o Real Madrid. Na Itália, Milan ou Inter. No Brasil, o campeonato é uma corrida com obstáculos. O campeão será o mais resistente, não necessariamente o melhor time.