Ministra Rosa Weber (STF) assume inquérito contra Geraldo e Marçal Filho - Caarapó Online

Caarapó - MS, quinta-feira, 1 de outubro de 2020


Ministra Rosa Weber (STF) assume inquérito contra Geraldo e Marçal Filho

Rosa Weber assume inquérito contra Geraldo e Marçal que apura compra de deputados para votações

Publicado em: 07/12/2019 às 08h43

Edivaldo Bitencourt

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai ser a relatora do inquérito 4.806, que apura a compra de deputados pelo ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB). Entre os 18 investigados estão o secretário estadual de Saúde de MS, Geraldo Resende, e o deputado estadual eleito por Dourados, Marçal Filho (PSDB).


Conforme despacho do ministro Edson Fachin, em delação premiada, o executivo Ricardo Saud contou que houve a distribuição de R$ 30 milhões para comprar apoio de parlamentares à eleição de Cunha como presidente do legislativo em fevereiro de 2015. O dinheiro foi distribuído por meio de doações oficiais, repasse em espécie e pagamento de notas fiscais frias na campanha eleitoral de 2014.


Geraldo Resende e Marçal Filho eram deputados federais pelo MDB e teriam sido incluído entre os políticos patrocinados por Eduardo Cunha, que acabou cassado e condenado a 14 anos de prisão por corrupção na Operação Lava Jato. Preso desde outubro de 2016, o emedebista já foi condenado a 24 anos na segunda sentença.


Além de Geraldo e Marçal, que não possuem mais foro privilegiado porque não foram reeleitos, o inquérito envolve três deputados federais do MDB: Carlos Bezerra, do Mato Grosso, Mauro Lopes, de Minas Gerais, e José Priante, do Pará.


Rosa Weber foi definida como relatora na segunda-feira (02.12) e deverá decidir sobre o desmembramento da investigação. O mais provável é que a ministra determine o encaminhamento do inquérito contra os sul-mato-grossenses para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, no Distrito Federal, onde já tramita investigação de denúncia similar.


O secretário estadual de Saúde foi reeleito em 2014 e admite ter votado em Eduardo Cunha em 2015. No entanto, Geraldo Resende, agora noPSDB, garante que só votou por fidelidade partidária. O tucano nega ter negociado apoio à eleição de Cunha, mas recebeu R$ 453 mil da JBS.


Desse montante, R$ 150 mil foram repassados diretamente pelo grupo controlado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista. O valor corresponde ao montante informado por Ricardo Saud na delação premiada.