Terça-feira, 20 de outubro de 2020

João Doria é o rival mais fraco contra Bolsonaro para 2022, revela pesquisa

Segundo levantamento, em eventual eleição, João Dória somaria menos que Lula, Haddad, Sergio Moro, Luciano Huck e outros

Publicado em: 26/07/2020 às 07h48


Levantamento por Pesquisa mostrou que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), é o mais fraco dos seis principais rivais diretos do presidente Jair Bolsonaro na disputa presidencial de 2022. O seu desempenho é modesto nos cenários de 1º turno, com 4% de intenção de votos, quase oito vezes menos que o atual presidente. Em eventual 2º turno, ele somaria menos da metade de Bolsonaro: 23% contra 51,7% . Mas não se deve subestimá-lo: Doria costuma crescer no final.

Lula, Fernando Haddad, Ciro Gomes(PDT), João Amoedo, Sergio Moro, Luciano Huck e até Luiz Mandetta, ex-ministro da Saúde, têm desempenho melhor que João Doria, na pesquisa feita neste mês de julho.

Ficha sujíssima, Lula não pode disputar eleição, mas em hipotético 2º turno teria o melhor desempenho: 36,4% contra 45,6% de Bolsonaro.

Dois fatores podem explicar esse fenômeno de Bolsonaro: o auxílio emergencial, que amenizou efeitos econômicos da pandemia para a população carente, e o próprio isolamento do presidente no Palácio do Alvorada após ter sido diagnosticado com Covid-19. Nesse período, o presidente Bolsonaro evitou falar à imprensa e fazer ataques a adversários.

O chefe do Executivo está em isolamento desde o dia 7 deste mês. A estratégia de Bolsonaro de se manter reservado e distante da mídia tem sido positiva para o governo. O levantamento ainda mostra a diferença de votos entre Bolsonaro e o governado de São Paulo, João Doria (PSDB), um dos principais opositores do presidente na condução do país em meio à pandemia da Covid-19. Ontem (25.07) o resultado do teste deu negativo, portanto o presidente está sem o vírus 19-nCoV.

Nos três cenários apresentados, o tucano aparece atrás com intenções de votos que variam entre 3,8% e 4,6%. O apresentador Luciano Huck também aparece em dois possíveis embates, com intenções que variam entre 8,3% e 6,5%. Ciro Gomes (PDT) aparece nos três cenários com variações entre 10,7% e 8,3%. Já Guilherme Boulos (PSOL), líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e candidato a Prefeitura de São Paulo, aparece com 1% e 0,7%.

O governador do Rio de Janeiro e também ex-aliado da família Bolsonaro, Wilson Witzel (PSC) aparece nos três cenários com intenções que variam de 0,7% a 0,9%. João Amoedo, que despontou na última eleição com o partido Novo, aparece em três cenários com 3,4% a 4% das intenções.

Se o PT for de Haddad, a tendência é de nova derrota tanto no 1º turno (14,5% a 30,7% de Bolsonaro) quanto no 2º turno (32% contra 46,6%). O Paraná Pesquisa ouviu 2.030 eleitores em 188 municípios de todos os Estados do país e DF, entre os dias 18 e 21 deste mês de julho.