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Edivaldo Bitencourt
PUBLICADO EM: 17/06/2024 08h51


Disputa tem pesquisas no lixo, candidatos a vice e guerra pelo apoio de Bolsonaro

André vai lutar para tirar o apoio de Bolsonaro à reeleição de Adriane e se manter na disputa da prefeitura (Foto: Arquivo)


A disputa pela Prefeitura de Campo Grande, um orçamento de R$ 6,5 bilhões, começa a ficar definida nesta semana com a decisão do ex-governador André Puccinelli (MDB). A guerra pelo apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem incendiado os bastidores. Pesquisas eleitorais registradas estão sendo jogadas no lixo e os candidatos começam a especular o melhor nome para compor a chapa.

Até o momento, apenas a deputada federal Camila Jara (PT) definiu o candidato a vice-prefeito, o ex-governador, ex-deputado federal e atual deputado estadual, Zeca do PT. Em uma live no Instagram da vereadora Luiza Ribeiro (PT), o cacique confirmou que aceitou ser o candidato a vice-prefeito e impulsionar a chapa de Camila.

Antes de jogar a toalha, Puccinelli resolveu disputar com a prefeita Adriane Lopes (PP) pelo apoio de Bolsonaro. Enquanto a prefeita aposta no apoio da senadora Tereza Cristina (PP) para dobrar Bolsonaro, o ex-governador vai apresentar pesquisas internas, nas quais estaria liderando a disputa e chegaria à convenção com chances reais de chegar ao segundo turno.

A decisão de André é esperada com expectativa pelo PSDB. O partido sonha em fechar aliança com o MDB para impulsionar a candidatura a prefeito do deputado federal Beto Pereira (PSDB), a mais nova obsessão de Reinaldo Azambuja, presidente regional da sigla. Ele tem ressaltado aos interlocutores que vai repetir a façanha de ter feito o sucessor, Eduardo Riedel (PSDB), e vai emplacar Beto como prefeito da Capital.

Na liderança da pesquisa do Instituto Ranking Brasil, Rose Modesto (União Brasil) conta praticamente certo com o apoio do PDT e não tem pressa em definir o candidato a vice-prefeito. Ela pode receber o apoio de outro partido caso Puccinelli “amarele” novamente e desista de disputar a prefeitura.

Adriane Lopes também espera a formalização do apoio do PL para decidir o candidato a vice. Neste caso, o nome será indicado por Bolsonaro e será um representante do agronegócio ou do empresariado. O mais cotado continua sendo o presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, Alessandro Coelho.

Somente as pesquisas do Instituto Ranking Brasil Inteligência e Paraná Pesquisas vieram a público. O Instituto London registrou um levantamento, mas acabou jogando o resultado na lata do lixo por não ter agradado o financiador.

Na semana passada, dois institutos registraram pesquisas, mas também não divulgaram os números. O instituto 100% Cidades Participações, de Vitória (ES), fundado há seis meses, poderia divulgar os números na última quinta-feira (13), mas, por enquanto, a sondagem está tendo a lata do lixo como destino.

O Veritá também deveria divulgar um levantamento na sexta-feira (14), mas vem sinalizando que não vai divulgar os números, apesar da Justiça Eleitoral ter dado aval para a sondagem.

As convenções vão começar no dia 15 de julho e o primeiro turno será no dia 6 de outubro deste ano. Por enquanto, os candidatos a prefeito da Capital são André Puccinelli, Adriane Lopes, Camila Jara, Professor André Luís (PRD), Luso Queiroz (PSOL), Rose Modesto e Beto Figueiró (Novo).







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